A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) vem a público manifestar seu mais veemente REPÚDIO à decisão do TRT da 12ª Região que anulou a denúncia de trabalho análogo à escravidão no caso da trabalhadora doméstica Sônia, que por anos foi explorada na residência do desembargador Jorge Luiz Borba e de Ana Cristina Gaioto.
É inadmissível que a Justiça do Trabalho, que deveria ser guardiã dos direitos da classe trabalhadora, tome uma decisão que silencia uma vítima e protege quem detém poder.
O trabalho doméstico já é marcado por séculos de racismo, exploração e invisibilidade. Casos como o de Sônia escancaram a face mais cruel dessa opressão: jornadas exaustivas, cerceamento de liberdade, ausência de direitos básicos e tratamento desumano dentro da própria casa de quem deveria dar o exemplo do cumprimento da lei.
Ao anular a denúncia, o TRT 12 manda uma mensagem perigosa para toda a sociedade: de que o poder e os privilégios estão acima da dignidade de uma trabalhadora.
A FENATRAD repudia veementemente a decisão e exige que os órgãos competentes revisem o caso.
Presta total solidariedade à Sônia e reforça que ela não está sozinha.
Reafirma que trabalho escravo doméstico existe e precisa ser combatido com rigor.
Convoca a sociedade civil, os movimentos sociais e todas as trabalhadoras a se indignarem e pressionarem por justiça.
Não aceitaremos retrocessos. Não aceitaremos impunidade.
O nome de Sônia representa a luta de milhares de mulheres que ainda vivem nessa situação.
Justiça por Sônia! Trabalho decente já!
Brasília, 19 de agosto de 2026
lFENATRAD – Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas
